sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
O Zeca anda por aí...
E tantos outros. O Manel do Bar, o Zico a tocar viola, o cantar até de madrugada. Até mesmo o ver repetidamente, em tudo o que é documentário sobre o 25 de Abril, a Dra. Lucília a sair abraçada com gente que saía da prisão de Caxias, no dia em que as portas da prisão se abriram.
Tudo se mistura na minha memória, e é mesmo assim que deve ficar.
Tal como as canções que ouvimos, cantámos e celebrámos. Em tudo pairava o som do Zeca Afonso como se ele fosse o compositor da enorme banda sonora do filme que todos estávamos a viver.
Aqui ficam alguns desses pedaços de memória em que o Zeca Afonso está sempre presente.
Mesmo depois da morte.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Have a Geek Valentine’s Day!
Parece que o Dia 14 de Fevereiro ainda não acabou, pelo que ainda posso fazer este pequeno post. Uma vez que se está a falar da banda sonora para o Dia de São Valentim, depois de quatro anos de matemática em cima, não posso deixar de divulgar as músicas da minha própria “espécie”.
Assim sendo, aqui fica, francamente uma das mais românticas poesias em “notação matemática”, candada pelos Klein Four Group (para informações sobre o tema, não a banda, fica aqui o link da Wikipedia)
Deixo ainda a letra, com links para os conceitos, para os mais curiosos que queiram saber a matemática por detrás da música.
The path of love is never smooth
But mine’s continuous for you
You’re the upper bound in the chains of my heart
You’re my Axiom of Choice, you know it’s true
But lately our relation’s not so well-defined
And I just can’t function without you
I’ll prove my proposition and I’m sure you’ll find
We’re a finite simple group of order two
I’m losing my identity
I’m getting tensor every day
And without loss of generality
I will assume that you feel the same way
Since every time I see you, you just quotient out
The faithful image that I map into
But when we’re one-to-one you’ll see what I’m about
‘Cause we’re a finite simple group of order two
Our equivalence was stable,
A principal love bundle sitting deep inside
But then you drove a wedge between our two-forms
Now everything is so complexified
When we first met, we simply connected
My heart was open but too dense
Our system was already directed
To have a finite limit, in some sense
I’m living in the kernel of a rank-one map
From my domain, its image looks so blue,
‘Cause all I see are zeroes, it’s a cruel trap
But we’re a finite simple group of order two
I’m not the smoothest operator in my class,
But we’re a mirror pair, me and you,
So let’s apply forgetful functors to the past
And be a finite simple group, a finite simple group,
Let’s be a finite simple group of order two
(Oughter: "Why not three?")
I’ve proved my proposition now, as you can see,
So let’s both be associative and free
And by corollary, this shows you and I to be
Purely inseparable. Q. E. D.
Espero que gostem!
Valentine´s Day
Pois levei Shakespeare.
Eh!pá! Coisa pesada...
Não. Afinal aquilo que é belo será sempre belo e até os meus alunos são sensíveis a isso.
Há lá coisa mais bonita que dizer a alguém "Shall I compare you to a Summer's day?" e responder imediatamente "No. You are more lovely and more temperate!"
E deixei-os seduzirem-se pela ideia de que afinal Shakespeare não é um terror e até se consegue perceber, com uma pequena ajuda.
Depois lembrei-me da banda sonora para o dia de hoje e só me ocorreu uma, talvez porque continuo a ouvi-la como quando ela saiu e continua a trazer-me as mesmas sensações: I wish you were here, para além de todas as leituras, é uma esplêndida declaração de amor.
Aqui fica - uma banda sonora para o dia de hoje.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
O CERN da questão...
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| An example of simulated data modelled for the CSM particle detector on the Large Hadron Collider (LHC) at CERN. Source: http://cdsweb.cern.ch/record/628469 |
"The God Particle: If the Universe Is the Answer, What is the Question?"
Foi assim que Leon Lederman intitulou um livro de divulgação científica que publicou em 1993.
Parece que, ao que se diz, e baseado num comentário do próprio autor, a partícula não deveria chamar-se God Particle (a Partícula de Deus) mas sim Goddamn Particle (a Partícula dos Diabos ou o 'raisopartiça' da Partícula) porque ninguém conseguia dar com ela.
Claro que a designação séria deverá ser a de bosão de Higgs mas, sinceramente, não tinha tantas hipóteses de fornecer boas piadas.
Ora parece que finalmente a partícula deu mostras de possível existência.
Mas para conseguir uma possível resposta ainda muitas partículas vão ter correr a maratona dentro dos corredores subterrâneos do LHC, e parece que só lá para o final do ano é que talvez haja uma hipótese de sabermos qualquer coisa.
Final do ano? Será que os Maias tinham razão? Será que o resultado da maratona das partículas vai ser o tal buraco negro de que os alarmistas tanto falam e que nos engolirá a todos num final do mundo digno de filme? Começa a tornar-se muito suspeito, convenhamos. Só falta o CERN anunciar que os resultados serão conseguidos lá para 21 de dezembro...
A única coisa que me espanta é nenhum dos iluminados do costume ter vindo já a público fazer esta associação que acabo de referir. Ou o Dan Brown ter escrito outro livro.
Mas pesando bem a questão vejamos o seu lado positivo - por aqui entrámos já definitivamente num buraco negro, nem sequer vemos a luz ao fundo do Universo, e o fim do mundo parece ser o menor dos males... Para além do mais o humor típico de Lederman poderia fornecer-nos a expressão mais corrente nos últimos tempos: Goddamn Debt!
sábado, 31 de dezembro de 2011
Estamos quase a entrar no futuro...
Mas andei à procura deste pequeno video que tem andado a passar nas nossas televisões, ultimamente em versão pequena, e não pude deixar de o partilhar aqui, pela mensagem de esperança e alegria que nos traz.
Depois de ouvir um secretário de estado mandar embora os meus alunos (e a minha filha...) e o próprio primeiro ministro mandar-me embora a mim e aos meus colegas, este vídeo sabe tão bem bem como um copo de água fresca num dia de calor (desculpem lá, senhores da coca-cola...) ou um abraço de um amigo num dia de azar.
Aqui fica, para ouvir e saborear, sem conta nem medida, neste último dia de um ano de desilusões e na véspera de outro em que entramos em território desconhecido.
Pelo menos que a música e as palavras de alegria não nos faltem.
Para todos aqui vai o meu voto de Feliz Ano Novo.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Watercolour days...
Dias em que céu e terra desaparecem na neblina, em que as cores se fundem numa tela que ocupa todo o céu, em que basta abrir a porta para se entrar num universo mágico, onde as janelas são molduras de quadros que ninguém pintou.
Turner ou Monet? Quem sabe se os dois numa exposição conjunta na grande galeria do horizonte...
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| Turner Flammulated Sky |
| Santa Cruz |
| Entardecer em Santa Cruz |
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| Turner |
| Santa Cruz |
| Santa Cruz |
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| Turner Scarlet Sunset |
| Frente à porta |
| Chorões outonais |
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| Monet Windmill near Leyden |
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| Monet The Houses of Parliament |
| Framed roofs |
terça-feira, 29 de novembro de 2011
500 Miles of Whovians
Ficam aqui o vídeo original
e o resultado final feito pelos fans:





