Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Steampunk. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Steampunk. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 27 de março de 2013

Música a vapor?

Já não era sem tempo que alguém escrevesse um post neste blog, pelo que ao fim de bastante tempo, vamos a mais um post.

Sim, mais um post sobre coisas a vapor. Acho que com a quantidade dele neste blog, qualquer dia encontramos D. Sebastião no meio destas páginas. Se calhar é preciso escrever um post sobre a Batalha de Alcácer-Quibir para que ele apareça (Ha. Ha. Ha. Yep, foram duas tentativas de piada completamente falhadas, uma a seguir à outra...)

Enfim... adiante. Música a vapor? Não, não é música que vai fazer sair fumo das colunas (notem ainda outra tentativa falhada de algum humor parvo), mas sim, Steampunk! De novo! Desta vez em formato musical!

Começo a perceber que se pesquisar no Google por "Steampunk" seguido de uma palavra aleatória, existem sites sobre o tema. Hoje de manhã, na Calçada de Carriche, a palavra aleatória escolhida foi música. E aparentemente existem bastantes bandas que fazerm música Steampunk, aliás, deixo já aqui em baixo links para alguns sites que encontrei:


Depois de alguma pesquisa nos nomes que encontrei, e "separando o trigo do joio" (encontrei uma ou duas bandas de que não gostei muito, e só vi talvez umas cinco ou seis de todos on nomes que encontrei), houve algumas que me chamaram mais a atenção, e que ouvi mesmo várias vezes seguidas. Essas deixo aqui.

A primeira música que ouvi foi The Doctor's Wife (The Clockwork Quartet). The Clockwork Quartet não se refere exactamente a uma banda. São um projecto com várias componentes, com base em Londres, e que inclui uma banda desenhada. Tudo isto pode ser visto, lido e ouvido no site oficial.


Na realidade esta música fez-me lembrar outras duas de que gosto imenso. Por algum motivo a voz (masculina, obviamente) lembra-me a música In My Life (Les Misérables) e o coro lembra-me Amy in the Tardis (Doctor Who soundtrack). E claro, algumas das músicas dos Evanescence.

Ainda pelos mesmos autores/interpretes encontrei The Watchmaker's Apprentice, que ponho a seguir:


se bem que esta tem uma letra que eu considero bastante mais "macabra"...

Passando agora para outro grupo. A primeira música que me apareceu no Google foi End of Days (Abney Park) que, para não quebrar a tradição, fica aqui também:

https://youtu.be/COqImvwabV4



No entanto, fui ouvir um dos álbuns deles no Grooveshark e achei que tinham músicas mais interessantes que a que deixei acima. Demorei um bocado a perceber que álbums devia procurar, uma vez que os Abney Park eram uma banda gótica até se reenventarem e passarem a compôr música Steampunk. Deixo aqui uma playlist com algumas músicas.


Num registo ligeiramente diferente, achei piada aos Steam Powered Giraffe mas só consegui ouvir aquela que aqui deixo:


Recomendo ouvir as restantes músicas deles. Eu própria o vou fazer.

E pronto, por hoje é tudo! Espero que gostem!



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Revisiting Steampunk

Hoje é dia de blog.
Este blog está cheio de sorte... Um post com duas partes cheias de coisas interessantes, e agora, outro post com coisas ainda mais interessantes.

Andava o pai à procura de relógios e perdeu-se num labirinto da sua própria pesquisa. Acho cá por mim que fez uma pequena viagem pelo tempo. Encontrou perdido este pequeno video de uma exposição em Oxford sobre um tema já visitado nestas paragens - o Steampunk.

Como vale a pena ver, não só pelas belíssimas peças que se mostram como pelo exotismo dos visitantes, aqui deixamos para partilhar.




Let's wonder "What if?..."

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Punk a Vapor?

Finalmente, ao fim de uns tempos, este blog está a tornar-se interessante.
Não fala só de dias de sol e neve, de esquilos e gatos, de monumentos em situação de fecho, dívidas em alta, crochet e Harry Potter, coisas que certamente levavam qualquer conversa entre mãe e filha a entrar em coma.

Ora então, pegando no mote, vejamos.

Que têm em comum a Inglaterra Vitoriana, Terry Gilliam, Júlio Verne, William Gibson, a última versão de Sherlock Holmes...


...a Liga de Cavalheiros Extraordinários


 
 











...um dos episódios de Castle...



...uma “steam behemoth” dos rebeldes do Mage Knight...


...Mary Shelley, o World of Warcraft, as Cidades Obscuras de François Schuiten...


Allan Poe, A Series of Unfortunate Events e, claro, 

Blade Runner...






...o Elevador de Santa Justa, a Estação do Rossio e St. Pancras?... para só nomear alguns.























Pois é... steampunk spirit!








O espírito já anda por aí há muito tempo, misturado noutras correntes, mas visível nas graphic novels (e mesmo em alguma banda desenhada mais convencional), nos filmes de ficção científica, nos pequenos detalhes do cenário ou do guarda roupa. Mas agora, de repente, surgiu à superfície.
Poderíamos dizer que o steampunk é o cyberpunk vitoriano, com toda a beleza, charme e inventividade da época, apimentado pela tecnologia a que hoje temos acesso.
O steampunk tenta criar um momento único e inexistente, em que beleza, imaginação e capacidade tecnológica andam de mãos dadas, em que função e estética se aliam estreitamente. Para quem gosta, como é o meu caso, de Arte Nova e Art Deco, o steampunk é fascinante.
Se será realmente um movimento, uma corrente estética, ou meramente o passatempo de um grupo, o tempo o dirá. Para o ser realmente terá de vencer as suas próprias incoêrencias.
Mas há algo que não lhe podemos negar – força e beleza imagética são uma aliança rara e nesse campo o steampunk é promissor.




terça-feira, 20 de setembro de 2011

Punk a vapor

Nunca gostei muito de Fernando Pessoa (o Ortónimo). Para dizer a verdade, toda a melancolia sobre a impossibilidade de trazer a infância de volta, chateia-me vivamente. Para quê chorar sobre leite derramado? Para quê viver a vida toda na miséria por algo que não pode acontecer? Mais vale andar para a frente e contentarmo-nos com o que temos. Já dizia Dumbledore, “Não vale a pena perdermo-nos em sonhos e esquecermo-nos de viver.”. A única diferença é que Pessoa não se perdia em sonhos… Perdia-se em pesadêlos.

Durante o meu estudo de Fernando Pessoa, o único Heterónimo que realmente gostei (e continuo a gostar) é Álvaro de Campos. Álvaro de Campos é energético, e de certa forma, feliz. Os poemas de Álvaro de Campos são, pelo menos para mim, uma espécie de “ode às máquinas”, e a sensação que tenho é que Álvaro de Campos quase desejava ser uma, quando as descreve. É difícil não ler um poema de Álvaro de Campos e não imaginar uma série de rodas dentadas a rodar cheias de vigor. É difícil não escutar o seu ruído, e é difícil não ver a sua beleza.

De alguma forma, gosto de Álvaro de Campos porque me identifico com ele. Bem, não com as partes de desejar ser “esmagado por uma máquina”, mas pela apreciação de toda a mecânica dela…

Desde que me lembro que adoro relógios de bolso (as ditas cebolas), com todas as engrenagens douradas. Acho que há poucas coisas tão bonitas como as engrenagens dos relógios antigos. Sempre fui fascinada pelas máquinas a vapos, os mecanismos pesados e enormes das primeiras máquinas. De alguma forma, a imagética da cidade, passada na Cidade e as Serras… Sempre gostei de combóios a vapor, da imagética de Júlio Verne, com todos os seus sumarinos dourados, balões e zepelins. Quando penso nestes cenários, de alguma forma, a imagem que me vem sempre à cabeça é a do “barco” pirata e de todos os adereços de metal polido (normalmente dourado) do pirata interpretado por Robert DeNiro no Stardust.

Stardust Pirate Ship

Stardust Óculo

A parte importante nesta última imagem é o óculo ao ombro do rapaz.

Depois de ter passado anos à procura de fundos de ecrã com este estilo de imagética sob a tag de Grunge, e sem sucesso, foi na semana passada, ao ver um episódio de Warehouse 13 que me veio uma palavra à cabeça.

Warehouse 13 1

Warehouse 13 3

Steampunk

Não sei onde a ouvi, mas a palavra pareceu-me descrever bastante bem o género… Quando me apareceu na cabeça, pareceu-me que já a sabia há muito tempo… Sou capaz de ter lido algo sobre o tema, mas não me lembro… Está claro que, uma breve incursão à Wikipédia confirmou que estava certa… Steampunk (wikipedia).

Segundo o artigo português da Wikipédia:

Steampunk é um subgénero da ficção científica, ou ficção especulativa, que ganhou fama no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Trata-se de obras ambientadas no passado, ou num universo semelhante a uma época anterior da história humana, no qual os paradigmas tecnológicos modernos ocorreram mais cedo do que na História real, mas foram obtidos por meio da ciência já disponível naquela época - como, por exemplo, computadores de madeira e aviões movidos a vapor. É um estilo normalmente associado ao futurista cyberpunk e, assim como este, tem uma base de fãs semelhante, mas distinta.

O gênero steampunk pode ser explicado de maneira muito simples, comparando-o a literatura que lhe deu origem. Baseado num universo de ficção cientifica criado por autores consagrados como Júlio Verne no fim do século XIX, ele mostra uma realidade espaço-temporal na qual a tecnologia mecânica a vapor teria evoluído até níveis impossíveis (ou pelo menos improváveis), com automóveis, aviões e até mesmo robôs movidos a vapor já naquela época.

Em suma, o Steampunk é o género dos mundos cheios de zeppelins, dos exploradores e das máquinas do tempo. Das saias-calça e dos óculos futuristas e retro ao mesmo tempo. É o século XIX no futuro… é o género dos relógios de bolso e das rodas dentadas…

Já agora, uma incursão ao DeviantArt revelou-me alguém que faz como hobbie, alguns  dos pendentes mais bonitos que alguma vez vi…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se quiserem ver mais pingentes podem vê-los em Drayok (DeviantArt).

Bem, e penso que fico por aqui…

E agora, para algo completamente diferente (só porque achei piada):