sábado, 10 de setembro de 2011
Harry Potter e croché (ou tricot... não sei a diferença)
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Wicked: The Untold Story of the Witches of Oz
Depois de muitas recomendações, aproveitámos o facto de o Tour do musical Wicked vir a Pittsburgh para o ir ver. Apesar de tudo, o sítio mais perto de Lisboa onde eles actuam é Londres, pelo que era agora ou nunca.
Para quem não conhece, o Wicked é a história das duas feiticeiras do Feiticeiro de Oz, como se conheceram e sobretudo, é uma história do ponto de vista da bruxa má, ou seja, em como os maus são bons, os bons são maus, e como estes últimos de tornam bons por terem conhecido a “bruxa má”. No final de contas percebemos que todos os personagens são bons, embora tenham os seus defeitos, e todos eles têm um lado bom e um lado mau, mas nenhum é melhor ou pior que o outro. Mais, todos eles cometeram erros, ou actos de maldade.
Bem, saímos mais cedo da CMU uma vez que não sabíamos exactamente quanto tempo iríamos demorar a chegar. Tirei umas quantas fotografias à cidade e depois de passarmos numa Seven Eleven para comprar uma garrafa de água, onde a empregada nos pediu para a levarmos para Portugal connosco quando voltássemos, lá seguimos para o Teatro.
Para já, a sala de espectáculos era completamente impressionante…
E o espectáculo foi completamente impressionante. Queria deixar aqui alguns vídeos, especialmente o da música Defying Gravity, onde Elphaba, a “bruxa má” e personagem principal da história, levita acima de toda a gente, e é completamente espantoso, porque parece realmente magia (embora saibamos perfeiramente que são cabos escondidos por de trás do fumo).
Infelizmente não encontro nenhum de jeito, pelo que deixo uns menos maus. E também algumas músicas só (que não sejam videos).
Bem, e agora deixo aqui umas das músicas. Espero que gostem… Por mim, ia ver de novo
Também podem ouvir o cd aqui. Embora tenha algumas canções repetidas…
Já agora, também comprei uma camisola…
E para terminar, aqui fica o site oficial: Wicked The Musical
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Renascer Tecnológico
Aproveito este post completamente desprovido de imagens para anunciar que, no que consta à computação, novos dias aproximam-se. Dias mais brilhantes e com menos erros... Não, não vou comprar um MacBook Pro... vontade não me falta, tendo em conta que cá nos Estados Unidos são a metade do preço de que na Europa, e se assim fosse eu não diria que dias mais brilhantes se avizinhavam. Diria que dias paradisíacos vinham aí, onde teria acesso a um computador infinitas vezes melhor que qualquer PC, onde os meus dedos poderiam repousar num teclado confortável e silencioso, e onde as minhas costas não sofreriam com 200Kg, onde o sistema de alimentação não estava a dar o berro e onde não tenho de aturar com bloqueios de cinco em cinco minutos e... ok... acho que já perceberam a ideia... Olha, mãe, sei de uma prenda de Natal... ok... pronto... eu gosto muito do meu computador. A sério. E gosto... só gostava que tivesse uma maçã atrás... sim, eu sei que tenho autocolantes no meu quarto... e não, não é a mesma coisa... ;)
Enfim... os dias mais brilhantes referem-se ao facto de o Técnico se ter decidido finalmente a despejar o Windows 7 para o meu computador! Adeus Windows Vista! Adeus pior Sistema Operativo do Universo! Não me livro do facto do sistema de alimentação estar a dar o berro e do facto disso me bloquear o computador de 5 em 5 minutos... mas já é um começo...
Infelizmente o upgrade tecnológico vai-me fazer dizer adeus ao Photoshop até voltar a Portugal. Porquê? Agora como é que vou tratar as minhas fotografias para pôr no DeviantArt? Como??? Bem, parece que a troca de sistema operativo me vai fazer ter um semestre só de estudo... ;)
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Fim de Agosto, fim de férias...
Antes de começar preciso de abrir um parêntesis (é um pouco estranho isto!...) mas tenho de deixar aqui a efeméride que só não me passou ao lado porque o Google se lembra destas coisas.
Ora vejam o meu espanto quando o abri e me deparei com esta imagem
Pois é - faz hoje 110 anos que a primeira carreira de eléctricos começou a funcionar, entre Algés e o Cais do Sodré.
Transporte operário por natureza, iniciou um processo de "supressão" entre os anos 80 e 90 e uma posterior reabilitação para fins turísticos.
Só quem nunca andou no 28, para falar apenas do mais emblemático, não compreende o que o eléctrico significa para um lisboeta: o estorvo, o ruído, o aperto, a discussão, a mistura de classes e de linguagens, os miúdos a apanhar boleias na pendura, o calor do Verão, a humidade do Inverno, os sacões das curvas.
Era toda a Lisboa lá dentro em busca "empurrada" e "sacudida" de um lugar, que no Verão se queria à janela. E havia lá frescura como a do vento que entrava quando o eléctrico acelerava linha fora numa descida! Havia lá sítio onde se namorasse melhor do que no aperto das coxias?
Agora canta-se fado no 28, enquanto outras linhas fecham por motivos nem sempre claros.
O 24 ia da Rua de Alfândega a Campolide ou ao Largo do Carmo. Nele "viajei" a minha infância e adolescência, nele li, estudei, conversei, discuti.
Descobri hoje que há um blog sobre os eléctricos - aqui deixo o link referente ao 24 http://tlimtlimxabregas.blogs.sapo.pt/15363.html, onde encontrei fotos da minha rua e da minha escola.
Num tempo em que se querem transportes menos poluentes parece que o eléctrico em Lisboa deveria ter um futuro assegurado. Mas não. Apesar das vantagens ambientais que apresenta parece que o fado que lhes vão cantando é de desgraça.
Existem actualmente 5 carreiras (uma circular e 4 de ida e volta). Vale a pena viajar nelas. O 12E apanha-se na Praça da Figueira e faz um circuito até às Portas do Sol e ao Miradouro de Santa Luzia, descendo à Sé e regressando ao ponto de partida.
É um autêntico tour do melhor que há. Pelo preço de um bilhete.
Os passageiros e a atmosfera são de borla...
Para quem quiser detalhes aWikipedia dá informações
http://pt.wikipedia.org/wiki/El%C3%A9tricos_de_Lisboa
Pois bem, chegou o fim de Agosto.
Não é ainda o fim de férias uma vez que os exames terminaram mais tarde e o calendário escolar aponta como início do ano lectivo o 5 de Setembro. Mas com as aulas a começar a 12 de Setembro é claro que as férias já terminaram e que já se sente a "electricidade" que antecede o regresso à escola.
Alguém tem de fazer planificações, preparar aulas e olhar para os materiais.
Pois por aqui essa "electricidade" tem andado no ar há já algum tempo.
No final do ano lectivo passado tinha-se tornado óbvio que era preciso arrumar e reorganizar o escritório que ameaçava tornar-se uma espécie de "sítio das coisas selvagens". O facto é que, tal como Max, parece que afinal não tenho os poderes mágicos que me permitam restabelecer a completa harmonia que livros, papéis e restante tralha tanto desejam. São anos de redução ao estado selvagem com que estou a lidar.
Porquê? Porquê só agora?
Ora então - durante todos estes últimos anos foi muito mais interessante fazer companhia, brincar e conversar com a Joana, foi muito mais importante "aturar" as avós, foi "mais religiosamente necessário" guardar todos aqueles papéis rascunhados, desenhados, escritos, cortados, cheios de mensagens ultra-secretas ou feitiços poderosíssimos, do que garantir que as obras completas de Shakespeare não ganhavam pó ou os livros e papéis encontravam o sítio certo.
Podia ter feito tudo ao mesmo tempo? Poder, podia, mas não era a mesma coisa...
Foi tudo uma questão de prioridades.
Agora as coisas estão a voltar à normalidade.
Ainda vai levar algum tempo, mas já se nota um rumo.
| http://www.gastonlagaffe.com/albums/gaston/ |
O próximo passo é a garagem.
Se não voltar a escrever neste blog durante todo o próximo mês, por favor telefonem à polícia, aos bombeiros, à cavalaria...
Há mesmo a hipótese de termos sido atacados pelas coisas selvagens...
Ou, pura e simplesmente, tal como Gaston, encontrámos finalmente o sítio perfeito para descansar.
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| http://spqrxx.blogspot.com/2010_10_01_archive.html |
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Shall We Blog Again part II
Depois dos dinossauros e de todos os fósseis pré-históricos encontrados na Pensilvânia, a próxima sala era a dos animais, plantas e fungos, desta vez, não pré-históricos, mas também existentes na Pensilvânia.
Em seguida, uma breve incursão pela exposição de vírus, genoma, e ainda as chamadas “gigafotografias” que, como o nome indica, são fotografias muito grandes, ainda incursámos pela exposição de arte esquimó e nativoamericana, e ainda pela exposição de pintura americana e europeia (que contém nomes como os de Picasso, Van Gogh, Monet, Matisse, Mondrian e Renoir).
Vimos ainda pelo meio uma pequena exposição de relógios, outra de pássaros e ainda outra de conchas marinhas. Ah, e ainda a exposição Egípcia.
A diferença que eu mais notei nos museus cá é o facto de se poder tirar fotografias a tudo. Com flash, sem flash, de perto, de longe, a pinturas antigas e a desfazerem-se ou a arte moderna…
Enfim… depois veio o terramoto… do qual ninguém estava à espera, que durou 30 segundos e quando acabou acho que eu tremia tanto quanto ele tinha feito tremer a casa…
Do furação, acho que já toda a gente sabe mais do que eu, pelo que não vou realmente falar dele…
Em seguida seguiu-se sem dúvida o ponto alto da semana… A minha carta para Hogwarts chegou… a mesma pela qual esperava desde os 11 anos de idade…
E pronto… agora é altura de começarem as aulas e voltar ao trabalho… Enfim… Vou com a Luna procurar Nargles!
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Shall we blog... again?
Não, não é uma sequela do original. Vai parecer, de certeza. Mas não é!
O facto é que reenviei, ou melhor, a Joana reenviou-se para os States outra vez. O que significa mais matéria para conversa, menos tempo, e discrepância horária suficiente para não o poder fazer em tempo útil.
Foi bom estarmos juntas a bloggar cara a cara.
A distância aumentou a riqueza dos momentos que passámos juntas, se nos esquecermos de todas as vezes em que nos "chateámos" mutuamente, das discussões e das teimosias, do "faz-agora-que-depois-já-não-dá" seguido do "já-lá-vou-espera-aí", do "que-chata" dito e pensado, do resmungo surdo e das más caras tipo "vá-lá-diz-lá-que-estou-com-pressa".
Afinal, pensando bem... quanto tempo é que vais ficar aí, Joana?
Foi bom, muito bom - contámos histórias, passeámos, comemos gelados na Häagen-Dazs (passe a publicidade...), fomos às compras, almoçámos juntos, rimos, passeámos...
e tirámos milhares de fotografias (não é exagero, há milhares de gaivotas a voar a fazer-se a uma fotozinha...).
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| As gaivotas da Joana |
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| A Joana e o macro... |
Até vimos um eclipse da Lua...
E assistimos à estreia do último Harry Potter, no fim de um ciclo que acompanhou a Joana dos 10 aos 21 anos.
Agora a Joana voltou para os States (começa a considerar o país como um segundo lar) para um segundo round que envolve um projecto com um nome tão longo que precisamos de o ler duas vezes para lhe perceber o sentido.
Tenho saudades, claro, mas também muita inveja. E é essa inveja que me faz empurrá-la para fazer coisas que nós não fizemos no tempo de as fazer.
Além disso é sempre um investimento.
Se eu tiver casa nos States é mais fácil ir até lá, embora Pittsburgh não seja, sinceramente, a cidade que mais me atrai.
Nova York, Joana, Nova York! Um divãzito chega para mim e para o pai... é só mesmo para dormir...
Ah! Washington também serve!
sábado, 6 de agosto de 2011
Campus Stellae...
Compostela. Foi durante muitos anos o meu lugar mítico, o sítio onde sonhava ir em busca de mim própria e de todos os mistérios que a vida encerra. Ainda é.
Não sou uma praticante da fé mas não sou uma pessoa sem fé - a fé encontra-se em pequenas coisas, em pequenos actos, em lugares e pessoas, em momentos únicos que nos trazem a crença de que "há muito mais no céu e na terra do que sonhar pode a nossa vã filosofia" (Shakespeare dixit!).
É só olhar um céu cheio de estrelas.
Durante anos fizemos uma viagem regular a Santiago.
Depois fomos andando por outras paragens e encontrando outros lugares de peregrinação onde se respira o mesmo mistério e a mesma busca de resposta. Como Rocamadour.
Em lugares como estes sente-se a presença dos homens, não só de hoje, mas de épocas longínquas, não dos que viajam como nós, comodamente instalados, mas daqueles que "fizeram o caminho" numa prova de fé, de coragem ou de penitência, por amor ou por desespero. Em sítios como estes sente-se verdadeiramente o pulsar da humanidade e isso dá-nos verdadeiramente a consciência da nossa dimensão e da nossa pequenez.
Este ano voltámos a Compostela.
Pelo lugar, pelos amigos no Camilo, pela paz que nos devolve.
Também pela alegria, pela música, pela tuna a cantar os mesmos eternos hits, pelas gentes nas ruas.
Sabemos que quem ali vai, não vai, na maioria dos casos, em busca de coisa alguma.
Talvez dos souvenirs, do Santiago Matamouros (coitado!), da concha da vieira que sobrou do menu do restaurante do lado.
Mas continua a encontrar-se ali, antes da chegada das multidões, uma luz e um silêncio extraordinários.
E no meio das gentes, os grupos que chegam a pé e de bicicleta, cantando de alegria porque ali estão, devolvem-nos a imagem de tantos outros que ao longo dos séculos ali chegaram, cantando cheios de igual alegria e fé.
E é essa ligação através dos tempos que me leva ao fascínio de Compostela - ao olhar as imagens das colunas imagino os milhares que as olharam antes de mim, ao passar nas ruas estreitas imagino outros passos ecoando nas arcadas, ao inclinar-me perante a coluna da entrada sinto-me parte de uma humanidade inteira que continua em busca de respostas para perguntas que nem sequer conhece.
E à noite, na praça da Catedral (Obradoiro não é o meu nome favorito), o silêncio enche-nos.
Quando olhamos o céu já não vemos as mesmas miríades de estrelas que outrora a escuridão permitia ver - mas dentro de mim há uma certeza: para lá do céu enevoado e da luz que nos cega elas continuam lá, como sempre estiveram, a olhar para nós e à espera que façamos a pergunta correcta.
Só então nos darão a resposta.
Por isso este ano voltámos a Compostela.








